17 de fevereiro de 2016

365 In Sampa: Era uma boa ideia até eu pensar nela


Isso que dá ter uma ideia e não pensar na execução dessa ideia, tudo é lindo na planilha do excel, mas na prática...
Aconteceu o mesmo comigo e com a melhor/pior ideia que eu já tive na vida e me arrependo até hoje de ter dividido isso com o mundo. É decepcionante perceber que você não consegue por em prática algo que você mesmo inventou, mas nada é o fim do mundo, nada.

DESISTI DO 365 IN SAMPA, Simplesmente porque não estava mais fazendo sentido pra mim, não era algo que estava tendo minha total atenção e quando as ideias e os planos saem dos eixos, pra mim o melhor é se reinventar, pensar mais sobre e depois voltar com outra ideia, e quem sabe outros projetos. Estou um pouco decepcionada comigo mesma, mas estou me sentindo muito mais livre, não posso abraçar algo maior que meus braços e que exigem mais atenção e dedicação do que eu posso dar. No momento tenho outras prioridades - bem mais importantes por sinal - e que tomam todo meu tempo e minha vontade.

Mas calma, eu não vou desistir de fotografar e quem sabe gravar uns vídeos legais. Eu vou continuar com o Bossa, vou fazer ensaios, vou me dedicar a estudar mais fotografia e aprimorar tudo isso e espero que vocês continuem curtindo.

18 de janeiro de 2016

Ser alguém na vida


Não há frase que me incomode mais do que essa, pra mim ela só serve para pressionar, frustar e fazer com que a gente esteja cada vez menos satisfeitos com a nossa própria vida.
Hoje a gente vive lidando com cobranças de todos os lados, cada vez mais cedo, e quem dera se fosse só da mãe.

Aos 30 anos - ou até mais cedo - você já deveria "ser alguém na vida", ter casa, carro, um bom emprego e quem sabe já ter formado uma família. Se isso não ocorrer, você fracassou. Isso me faz pensar mais sobre essa cultura do imediatismo e de que tudo tem que ser conquistado o mais cedo possível.

É cruel começar a perguntar para uma criança de 12 anos o que ela quer ser quando crescer, e mais cruel ainda, é esperar dela uma resposta sem rodeios, na lata.
Ninguém é obrigado a saber o que quer com 15, 17, 20 anos e acredite, com 30 também não. Se você souber, parabéns, mas se mudar de ideia daqui 10 anos, parabéns também. Que nunca seja tarde para recomeçar, se forme na faculdade aos 30, faça outra faculdade aos 50. Você é livre ou pelo menos deveria ser.

Essa geração que fica milionária antes dos 30, que dá aula de empreendedorismo e de finanças é de se aplaudir de pé sim, mas que fique claro que cada um é cada um e que você não pode se sentir menos porque não está dentro desse time.

Você é alguém na vida desde quando nasce, e as suas pequenas vitórias são motivo de vibração também. E que não sejam só conquistas materiais.

No final o que importa de verdade é sentir que você está fazendo algo para você, por você. E isso não tem nada haver com egoísmo.

14 de janeiro de 2016

Não criarás expectativa


Por algum motivo desconhecido você criou expectativas sobre crescer, acreditou que a vida adulta seria uma fase magnifica. Não haveria duvidas, apenas certezas. Você teria um bom emprego, frequentaria as melhores festas, seria uma pessoa resolvida e bem sucedida, com total controle emocional e expert em resolver seus próprios problemas sem precisar de ninguém. Isso era o que você pensava aos 15 anos, e quando fez 18, se frustrou. 

Todo mundo sempre falou para você aproveitar, para não desejar ser mais velho, mas como tudo na vida, você precisou encarar com seus próprios olhos, precisou viver, para dizer que eles tinham razão. Descobriu que suas verdades absolutas aos 15 anos eram apenas mundos imaginários e utópicos criados pela sua imaginação fértil - e claro, levemente influenciado pela internet. 

A internet te mostrou a vida que você gostaria de viver, te mostrou a festa, o álcool, a libertinagem da tão sonhada maioridade. Mas esqueceu de te dizer que você precisaria trabalhar, que você não teria resposta para a maioria das perguntas e que estaria mais perdido do que nunca, pois as coisas não estavam do jeito que você ingenuamente sonhou. 

É tão desesperador ver a verdade cuspindo na sua cara e mostrando que não é tão legal assim, nem tão surpreendente, e aliás, o mais surpreendente é entender que os adultos são mais parecidos com você do que você imaginava, e que eles sentem medo, choram, precisam de ajuda e vivem tendo dúvidas sobre tudo, sempre.

Você vai vivendo, crescendo e amadurecendo. Não pense na vida como, adolescência, fase adulta e velhice. Ninguém nunca sabe tudo sobre a vida, e nunca saberá. Ter 20, 30, 40, 50 anos e não entender o que está acontecendo com a sua vida não o torna um completo ignorante, só mostra que o amadurecimento psicológico é eterno e que nós nascemos para aprender, e morremos sem saber de tudo.

Fotografia no cinema II


Cá estou eu para escrever o restante da lista de vencedores do Oscar na categoria de melhor fotografia. Acredito que a partir de agora vocês comecem a conhecer mais os filmes, pois são mais recentes.

Em 2009 Slumdog Millionaire (Quem quer ser um milionário) de direção fotográfica comandada por Anthony Dod Mantle 


Avatar foi ganhador em 2010 e o responsável pela direção de fotografia foi o Mauro Fiore.


Inception (A Origem) com o diretor de fotografia Wally Pfister que foi indicado em 2006, 2007 e 2009, mas que só veio ganhar em 2011.


Em 2012 o diretor de fotografia Robert Richardson ganha mais uma vez o Oscar com o filme Hugo (A invenção de Hugo Cabret). O diretor foi indicado em a primeira vez em 1987, 1990, foi vencedor em 1992 com JFK, indicado em 2000 e vencedor novamente em 2005 e indicado em 2010, 2013 e agora em 2016 com The Hateful Eight (Os Oito Odiados) 


Life of Pi (As aventuras de Pi) de fotografia dirigida por Claudio Miranda que foi indicado também em 2009.


Gravity (Gravidade) vence em 2014, mas seu diretor de fotografia Emmanuel Lubezki está sempre nas indicações desde 1996, 2000, 2006, 2007 e 2012. O cara é bom, e venceu também em 2015 com Birdman ( A Inesperada Virtude da Ignorância) e está nas indicações de 2016 com The Revenant (O Regresso).


Agora que você viu todos os vencedores desde 2000, vamos ver os indicados para Melhor Direção de Fotografia 2016.

Carol (Ed Lachman), Os Oito Odiados (Robert Richardson), Mad Max: Estrada da Fúria (John Seale), O Regresso (Emmanuel Lubezki) e Sicario (Roger Deakins).